Fechamento de shopping centers em BH ameaça 20 mil empregos


Após ficarem cerca de 130 dias fechado em função das restrições de funcionamento impostas pela Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) em combate à Covid-19 no ano passado, os shoppings da capital mineira voltaram a ter que fechar suas portas na última segunda-feira ( 11), assim como demais serviços não essenciais, a partir de um novo decreto municipal. O que preocupa o setor é que cerca de 20% dos lojistas dos centros de compras instalados na Capital já não precisa mais condições de reabrir quando uma nova flexibilização vier a ser anunciada.

A informação é da Associação Brasileira de Lojistas de Shopping (Alshop) e faz parte de um levantamento que indica ainda a ameaça a 20 mil empregos na capital mineira apenas junto aos shoppings.

“A perspectiva é tenebrosa, principalmente para Belo Horizonte, onde, no ano passado, já foi observado o maior período de fechamento do comércio, prejudicando as vendas do setor. As consequências são inevitáveis, ainda mais agora diante das novas restrições. Os lojistas não precisam de condições de voltar a abrir e como de ocorrer ocorrerão ”, alertou o diretor institucional da Alshop, Luis Augusto Ildefonso.

O dirigente pede maior diálogo à Prefeitura e defende a segurança dos requisitos. Segundo ele, os shoppings seguem um protocolo sanitário determinado com associações do setor e validado pelo poder público.

“Sabemos que os locais com maior índice de proliferação não são os shopping centers, que prezam pela segurança máxima de seus clientes – sejam eles os lojistas ou os consumidores que transitam pelos corredores. O que gostaríamos é que, assim como em outras cidades, uma prefeitura se abrisse para um diálogo. Além das autoridades de saúde, o Executivo também precisa ouvir os representantes do varejo para que haja um equilíbrio ”, argumentou.

Procurada, a PBH não respondeu a reportagem até o fechamento desta edição.

A entidade cita que 21.746 empresas foram encerradas na Capital no ano passado, segundo o Mapa de Empresas do governo federal, e contesta como restrições, mesmo os dados da prefeitura de que há 156 mil empresas em funcionamento na cidade, 84% do total de empreendimentos .

“A própria OMS já admite que fechamentos desse tipo não surtem efeito algum, um exemplo de localidades que fecharam suas economias como na Argentina, no Reino Unido e cidades como Nova York, onde os casos de Covid-19 não recrudesceram como esperado. Por outro lado, governos estaduais nem sempre ampliam a capacidade de rede de saúde e não há setor econômico o seu bode expiatório para medidas sem a comprovação de devida ”, disse, em nota, o presidente da Alshop, Nabil Sahyoun.

ACMinas – Desde o anúncio do recuo nas medidas de contenção do vírus, como principais entidades dos setores de comércio e serviços de Belo Horizonte têm lamentado e contestado a decisão da Prefeitura, inclusive com protestos, e vinham pleiteando uma reunião com o Executivo, em vistas de discutir as novas regras de funcionamento dos requisitos e proporções alternativas para a cidade.

Na segunda-feira (11), membros de academias e similares foram recebidos, na terça (12), 25 entidades de comércio e serviços em geral, e ontem (13), foi a vez da Associação Comercial e Empresarial de Minas (ACMinas) , que, por meio de nota, destacou que a reunião foi “plenamente exitosa” e que um novo encontro entre as partes devem ocorrer nos próximos dias.

A entidade apresentadora cinco propostas: a ampliação do número de leitos hospitalares por meio de parcerias com o setor privado; uma reorganização dos transportes públicos da cidade, um fim de se evitar aglomerações; apoio às medidas de desestímulo à realização de eventos e festas; ampliação das campanhas de conscientização da população sobre a doença; e, por fim, a disponibilização urgente de vacinas.



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