Impasse continua, e volta s aulas presenciais em BH fica afastado – Gerais


Protocolo sugerido pela prefeitura para volta
Protocolo sugerido pela prefeitura para volta aulas na rede infantil no foi aceito pelas escolas particulares de BH (foto: Jair Amaral / EM / D.A Press)

Ainda sem dados definidos, a volta s aulas presenciais em Belo Horizonte para crianças acima de 6 de anos promete novos captulos e muita polmica nos próximos dias. O impasse ser resolvido na Justia, depois que os sindicatos das escolas particulares, a Defensoria Pblica de Minas Gerais e a prefeitura da capital não entraram em acordo sobre os protocolos a serem adotados nas instituições de educação.

Nesta quinta-feira (17/6), o Estado de Minas apurou que possibilidade de Justia conceder liminar pela reabertura das escolas na segunda-feira (21/6) remota.

A volta s aulas ficar, ento, condicionada a uma Ao Civil Pblica (ACP) que foi movida pela Defensoria Pblica contra a Prefeitura de BH. O rgo estadual solicitou o retorno integral das aulas on-line em 15 dias nas escolas municipais. Se um PBH não tiver condições para isso, a volta deveria ocorrer depois de duas semanas de maneira presencial, do ensino infantil ao mdio.

A responsabilidade de acatar ou no a ao ser da Vara Cvel da Infncia e Juventude.

Como aulas da educação infantil na rede pblica tiveram retorno em 3 de maio, após os indicadores nos indicadores de COVID-19 monitorados pela Secretaria Municipal de Sade.

A volta do ensino fundamental estava marcada para uma segunda-feira. A PBH pediu um prazo Defensoria Pblica a esses dados para fazer nova anlise dos nmeros.

O atual protocolo do município anterior que as aulas voltem por meio do sistema de bolhas, com seis estudantes por sala, distanciamento social e carga-horria reduzida de quatro horas, com apenas dois dias por semana.

As escolas particulares exigiram contar com pelo menos 50% de alunos em cada ambiente, com rodzio semanal.

Me dos gmeos João Pedro e Maria Luiza, de 8 anos, uma empresria Cristina Pinheiro afirma que as aulas presenciais voltar o quanto antes: “As crianas esto esquecidas. Temos filhos comendo unha, ansiosos, e o tempo inteiro no computador e no celular … Muitos professores dizem que os pais no aguentam os filhos em casa, no verdade. Quem está ensinando os filhos somos ns. Pagamos como mensalidades normalmente. Quando voc fala que favorvel ao retorno, fala que voc genocida. Mas ningum leva em considerao a criana ”.

Segundo Maria de Ftima Batista Amaral Lopes, vice-presidente da Federação dos Associados de Pais e Alunos de Minas Gerais (Faspa-MG), o clima de medo e apreenso devido expanso do coronavrus foram superados no incio da doena.

“Não existe mais a insegurana para pais e alunos. Se ela existia, foi bem no incio da pandemia. Acho que sabemos que deu tempo de as autoridades tomarem as providências. Os pais acreditados que j fizeram a parte deles ao ficar em casa. Agora é necessário o retorno de aulas com responsabilidade, protocolos e distanciamento. Ficar em casa agora seria falta de respeito ”, comenta.

A Presidente do Sindicato das Escolas Particulares de Minas Gerais (Sinep-MG), Zuleica Reis, diz que o protocolo proposto pelo município não atende aos interesses das instituições: “A logstica atual proposta pela prefeitura invivel. Estamos preparados para aulas hbridas, com 50% de alunos presencialmente e 50% de forma remota, com horrio integral. Os alunos com aulas remotas tm cinco aulas por dia. Queremos apenas uma carga horria para ser cumprida, durante a semana inteira. A volta da educação infantil, que foi de 70% a 90%, foi bem razovel. E não temos piora nos indicadores de COVID-19 do município. Pelo contrrio, eles no so dificultadores ”.

Sem estrutura

Nas escolas da rede municipal, viso diferente. Os educadores descartam a possibilidade de retorno das aulas presenciais por causa de problemas que precisam ser solucionados, como a falta de estrutura, de lcool em gel e de mscaras para alunos e funcionrios, alm da existncia de obras nas instituies.

“Para haver um atendimento com segurança, teria que construir outras escolas, porque as que existem so pequenas e com pouco espao. A escola no tem como atender a todas as famlias. Como você seleciona quais delas sero atendidas? ”, Questiona a presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educao da Rede Pblica Municipal de Belo Horizonte (Sind / Rede-BH), Vanessa Portugal.

Na viso da professora, o cenrio atual da pandemia na capital no favorece ainda a reabertura das escolas municipais: “Existe uma deciso no tribunal com relao s cidades que esto na onda vermelha no poderem estar com as escolas abertas. Belo Horizonte não aderiu ao programa Minas Consciente, mas seus indicativos atuais o colocariam na onda vermelha. Objetivamente, ela est nesse quadro. Não acredito que nenhum juiz vai determinar volta às aulas. Se ele determinar, certamente vai se responsabilizar por toda a estruturao ”.



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