Ministro da Infraestrutura afirma que expansão do metrô de BH ‘não morreu’


Mesmo com a desconfiança sobre a antiga promessa, ele verdadeiro que o projeto continua sendo prioridade para o governo federal

O ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, voltou a fazer nesta terça-feira (23), um compromisso com parlamentares mineiros sobre a construção da linha 2 do metrô de Belo Horizonte. Mesmo com a desconfiança sobre a antiga promessa, ele próprio que o projeto “não morreu” e continua sendo a prioridade para o governo federal.

Freitas não quis conceder entrevista após se encontrar, em Brasília, com o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), e os senadores Antonio Anatasia (PSD-MG) e Carlos Viana (PSD-MG), e outros representantes do Estado.

Foi relatado à coluna que o ministro explicou que o foco agora é dar andamento à destatização da Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU), braço do governo federal que atualmente administra a linha existente. Assim, seria criada uma empresa independente, cujo nome inicial seria seria CBTU Minas, que vai receber o capital necessário para as obras do metrô.

O intuito é que essa fase seja finalizada até o final do ano. Após a falta de previsão orçamentária impedir que o R $ 1,2 bilhão da multa de acordo da Ferrovia Centro-Atlântica fosse destinada a uma ampliação do trecho, Freitas garantiu aos parlamentares que agora vai ser diferente. Dessa vez, já teria sido articulado com o ministro da Economia, Paulo Guedes.

Os recursos sairiam do Tesouro Nacional, mas de diferentes rubricas: acordo com a Vale em função do rompimento de barragens e títulos públicos para o mercado. Além disso, está incluído na negociação que uma das contrapartidas na oferta da concessão à iniciativa privada será a entrega de áreas públicas da União, como o aeroporto Carlos Prates, na região Noroeste da capital mineira.

Após a desestatização do metrô, será possível realizar o leilão. A empresa vencedora vai ser responsável pela manutenção da linha já existente e a construir o trecho 2, entre o bairro Calafate, na região Oeste da capital, e a região do Barreiro. O intuito é que essa nova linha tenha sete estações e atenda cerca de 120 mil passageiros por dia.

A promessa de expansão do metrô já completou 20 anos e voltou à tona no último ano, novamente em ano de alterações municipais. O trecho existente tem a mesma estrutura de 18 anos atrás. São 19 estações em uma extensão de 28,2 km, entre Vilarinho, na região de Venda Nova, e Eldorado, em Contagem.

Ao final da reunião, Pacheco disse que o ministro ressaltou que esse é um compromisso do ministério e acredita que isso pode ser feito nos próximos meses. Na linha mesma, o governador de Minas contou que o ministro assegurou que a questão vai ser resolvida: “O ministro garantiu que o metrô vai sair. Vai ser feita uma cisão da CBTU, criando uma CBTU Minas, que vai receber a capital a ser tratada no metrô, aquele de R $ 1,2 bilhão que está reservado para uma execução dessa obra ”, especial Zema.

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