Moradores de Indaiatuba reclamam de cheiro e gosto de água – cotidiano


Ribeirão Piraí, que abastece a estação, está com vazão baixa (Foto: Reprodução / EPTV)

Moradores da zona Sul de Indaiatuba reclamam da qualidade que a água tem chegado às torneiras das casas. De acordo com eles, a água tem apresentado coloração, sabor e cheiro diferente nos últimos dias.

Isabela mora no bairro Jardins do Império e conta que o problema persiste há dias. "Eu tenho notado um cheiro extremamente forte na água há mais de 15 dias aqui na minha casa. Inicialmente eu achei que o problema era no esgoto, e tamanho era o odor que estava afetando a gente. Mas foi quando eu percebi que era realmente na água ", relatou.

O problema também foi percebido por Michelli Viana, que mora no Jardim Belo Horizonte. "Chega a arder os olhos e a gente vai tomar banho e está dando até choque na gente, porque é muita química que está nessa água", contou.

A dona de casa Luiza da Cruz, no bairro Morada do Sol, relata que não tem dado nem para tomar banho. "A água está horrível, com bastante cheiro ruim, e a hora que a gente vai tomar banho sobe aquele cheiro ruim da água. Não dá nem para beber, a gente tem que ir buscar na mina ou comprar água".

O motorista Madson Batista conta que para lavar o ônibus que ele usa para trabalhar a água até servir, mas para beber é inviável. "Até para tomar banho e para lavar o carro está normal, mas o gosto da água está realmente ruim".

As reclamações foram feitas também por moradores do bairro Monte Verde. A vendedora Andreia Lima questiona o tratamento que a água recebe e teme pela própria saúde. "A gente não sabe o que eles colocam na água, como fazem o tratamento dessa água. Mas está estranho sim".

O QUE ACONTECE?

O SAAE (Serviço Autônomo de Água e Esgoto) de Indaiatuba explica que a Estação de Tratamento III responsável pelo abastecimento da zona Sul recebe a maior parte da água do Ribeirão Piraí, que tem apresentado vazão muita baixa nos últimos dias.

Ainda segundo o departamento, os motivos para a baixa vazão do rio é a falta de chuva, e um represamento irregular, em que normalmente local usado a água para plantações. Com isso, uma matéria orgânica acumulada no rio ficou ainda maior, ocasionando o problema do mau cheiro.

O superintendente do SAAE, Sandro Lopes Coral, garante que a água não traz riscos à saúde dos moradores. "Sempre potável, ela entra em todas as regras, cumprindo todas as legislações, de maneira correta e seguindo todas as normas, e tendo a potabilidade correta para a população".

De acordo com Lopes, não há previsão para que a água volte a normalidade, as ações já estão sendo desempenhadas para solucionar o problema.



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